Saiba mais sobre a Disfagia Infantil








A deglutição é um processo dinâmico, de controle neuromuscular, compreendido por quatro fases. São elas: pré-oral, oral, faríngea e esofágica.

As duas primeiras são voluntárias e as demais involuntárias. Qualquer distúrbio no controle da deglutição pode acarretar em situações de risco ao paciente, como risco de aspiração pulmonar do alimento ou casos de acometimento nutricional. A identificação e o controle do distúrbio da deglutição devem ser trabalhados de maneira interdisciplinar, com auxilio dos avanços tecnológicos e aprimoramento das equipes que atuam com esses pacientes.1

Para uma deglutição correta, é necessário um funcionamento complexo dos diversos controles das quatro fases, antes, durante e após a deglutição, para transportar os alimentos da cavidade oral até o estômago. Qualquer comprometimento em uma dessas fases pode gerar dificuldade de deglutir, também chamada de disfagia.

Nas manifestações da disfagia, são observados alguns sintomas comuns:

  • O bebê engasga com frequência quando mama, apresenta tosse;
  • Demora para deglutir o leite, ficando resíduo na cavidade oral;
  • O bebê fica muito cansado depois de mamar;
  • O bebê apresenta esforço respiratório ao mamar, ruído, secreção, irritabilidade e muita baba;
  • A criança não consegue ser capaz de coordenar sucção e deglutição ou mamadeira;
  • Demora longo período para completar sua refeição (mais de 30min);
  • No momento das refeições há muita baba, vômitos e ou tosse, espirros frequentes depois de comer;
  • Dificuldades na mastigação dos alimentos;
  • Incapaz de coordenar a respiração, alimentação e deglutição;
  • Mudança da qualidade da voz depois de comer
  • Pneumonias de repetição
  • Perda de peso;
  • Hiperextensão ou rigidez do tronco durante a refeição,
  •  Irritabilidade ou diminuição do estado de alerta durante as refeições,
  • Negação de certos tipos de alimentos,

É papel do médico (pediatra ou otorrinolaringologista) questionar os pais ou responsáveis como é o comportamento da criança com sua alimentação, o tipo de alimento que está comendo e se está adequado à sua idade. Isso deve ser feito desde os primeiros dias, quando do aleitamento materno, mas também nos meses seguintes durante a introdução da papa

Ideal e aconselhável após 6 meses de aleitamento materno exclusivo.
e alimentos sólidos. Considerar também relevante a presença de comorbidades na criança, principalmente algum acometimento neurológico. E, caso não haja morbidades ou queixas pelos responsáveis, avaliar em consulta o padrão da deglutição de saliva da própria criança ou da deglutição de alimentos, já que é comum a criança entrar no consultório médico comendo algum biscoito ou bolacha ou outro alimento.

O profissional habilitado para tratar os distúrbios de deglutição é o Fonoaudiólogo. O tratamento inclui avaliação clínica detalhada, em alguns casos como diagnóstico complementar pode ser realizado Videofluoroscopia da deglutição (avaliação objetiva da deglutição em exame de imagem), após é traçado o planejamento terapêutico que incluem exercícios, manobras para facilitar a deglutição, adequação de consistência de dieta, toda a abordagem é voltada para equilibrar o processo de alimentação de uma forma saudável e segura.

No caso de bebês hospitalizados por tempo prolongado, o fonoaudiólogo realizará trabalho terapêutico específico para a transição da alimentação de sonda para via oral, favorecendo desenvolvimento motor oral, diminuição de engasgos, coordenação entre sucção, deglutição e respiração e organização global durante as mamadas.

É muito importante a participação da família, para que se possa obter sucesso no tratamento.

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