Fonoaudiologia e a Disfagia







A disfagia pode surgir devido a diversas razões. Entre as principais estão as alterações neuromusculares (originadas de doenças neurodegenerativas, tais como Parkinson e Alzheimer; e de quadros como AVC ou paralisia cerebral, por exemplo) e as alterações obstrutivas, que levam à chamada Disfagia Mecânica, como traumas ou tumores na região da cabeça e do pescoço.

"A condução do alimento da boca até o estômago é um processo que obedece diversas fases inter-relacionadas, que são comandadas por um complexo sistema neuromotor. Diversos são os quadros que podem surgir e afetar o funcionamento desse sistema, principalmente com o avanço da idade", explica Joyce.

A reabilitação fonoaudiológica costuma ser parte crucial no tratamento da disfagia, que pode envolver também outros profissionais de Saúde. O fonoaudiólogo pode, por exemplo, detectar a necessidade de alteração da consistência dos alimentos ingeridos (a fim, principalmente, de evitar o risco de aspiração do conteúdo para o pulmão), trabalhando em conjunto com um nutricionista.

Estar atento e buscar a investigação diagnóstica é o primeiro passo para evitar as complicações advindas da disfagia. Inúmeras vezes, somente o acompanhamento fonoaudiológico, com a realização de exercícios e uma dieta adequada às necessidade do paciente, são suficientes para contornar o problema, resultando em ganhos importantíssimos para a saúde e a qualidade de vida.

A disfagia pode ser o primeiro sintoma de algumas patologias, dentre elas, o câncer de cabeça e pescoço. Também decorre pós-acidente vascular encefálico, traumatismos crânio encefálicos, algumas síndromes, demências, doenças degenerativas entre outras. Os sintomas mais comuns são: dificuldade na mastigação de alimentos, demora para engolir, engasgos frequentes, tosse durante alimentação, sensação de alimento parado na garganta, dor ao engolir e alteração na voz após engolir.

As alterações da deglutição devem ser diagnosticadas e tratadas conjuntamente por uma equipe composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas e, fundamentalmente, fonoaudiólogos, que são os profissionais aptos ao trabalho específico da função de deglutição.

O uso de sonda nasoenteral, em casos extremos, é necessário  para alimentar o paciente com disfagia acentuada, criando uma via alternativa de nutrição. Contudo, ao longo do tratamento hospitalar, buscam-se opções terapêuticas para que o paciente recupere a capacidade de deglutição.

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