Disfunções orais no aleitamento: quando o fono deve intervir




  • Receba notícias da Fono por Email
  • Drives Virtuais GRATUITOS para Estudantes e profissionais!
  • Seleção de Livros de Fonoaudiologia com ótimas ofertas!
  • Conteúdo sobre Fonoaudiologia em forma de Posts!
  • Grupo de Whatsapp

  •  


    O aleitamento é um processo motor complexo que depende da coordenação entre pressão intraoral, selamento labial, mobilidade de língua, ritmo respiratório e estabilidade mandibular. Quando algum desses componentes falha, a mamada se torna ineficiente, dolorosa para a mãe e desgastante para o bebê. Identificar o momento exato de intervir é uma das competências mais importantes do fonoaudiólogo que atua na primeira infância.

    A avaliação começa pela observação da mecânica de sucção. Bebês com fraca pressão negativa, perda constante do vácuo ou padrão de sucção desorganizado geralmente apresentam sinais indiretos de disfunção, como ganho ponderal insuficiente, cansaço rápido durante a mamada ou longos períodos no peito com transferência mínima de leite. Quando esses padrões persistem, a intervenção fonoaudiológica é indicada para reorganizar o padrão motor-oral e evitar quadros de falha de crescimento.

    Outro marcador clínico importante é a dor materna persistente. Fissuras recorrentes, pega traumática ou sensação de mordida são indícios de que há alterações no posicionamento de língua, amplitude mandibular ou uso inadequado do lábio inferior. Se correções posturais e ajustes de pega não resolvem o problema, é provável que exista uma disfunção oral subjacente e o fonoaudiólogo deve assumir a condução terapêutica.

    A coordenação sucção–deglutição–respiração também precisa ser analisada com atenção. Pausas respiratórias prolongadas, engasgos frequentes, escape de leite pelo canto da boca ou ruídos audíveis de sucção podem sinalizar imaturidade neuromotora ou dificuldades de organização rítmica. Intervir precocemente previne fadiga, reduz risco de broncoaspiração e melhora a eficiência alimentar.

    Em muitos casos, o fonoaudiólogo também identifica alterações estruturais que impactam o aleitamento. Restrição de mobilidade lingual, retrognatia, hipotonia facial e assimetrias funcionais interferem diretamente na sustentação da mamada. A intervenção passa por exercícios específicos, estimulação sensório-motora e orientações técnicas para facilitar a função, sempre com acompanhamento clínico contínuo.

    O critério final para definir o momento de intervir é simples: sempre que a função estiver comprometida e a mamada deixar de ser eficiente, confortável e segura, o fonoaudiólogo deve atuar. O atraso na intervenção aumenta o esforço do bebê, compromete o vínculo alimentar e, muitas vezes, leva ao desmame precoce.

    Para aprofundar protocolos, condutas e estratégias práticas de intervenção, consulte Papel da Fonoaudiologia na Amamentação.



  • Livros sobre Fonoaudiologia

  • Conteúdos para aprimoramento de estudantes e profissionais na Fonoaudiologia.
  • Intervenção Fonoaudiológica no Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
  • Ebook Fonoaudiologia no Autismo
  • Reabilitação da Fala na Fonoaudiologia: Estratégias Eficazes para Resultados Rápidos
  • Fonoaudiologia Fonoaudiologia na Disfagia: Protocolos, Técnicas e Exercícios para um Atendimento Eficiente
  • Fonoaudiologia Infantil: Abordagens e Exercícios para Problemas de Linguagem e Fala
  • Papel da Fonoaudiologia na Amamentação
  • Lista atual de Cursos
  • Comente:

    Nenhum comentário