Paralisia Facial Periférica e Fonoaudiologia







A Paralisia Facial Periférica caracteriza-se por uma dificuldade em toda movimentação de uma hemiface (superior e inferior), em que se podem encontrar alterações quanto ao lacrimejamento, fechamento da pálpebra, alterações na fala e mímica facial, mastigação ineficiente, impossibilidade de ocluir correta-mente os lábios, além de sintomas como otalgia, zumbido, vertigens e outros

Se formos pensar na importância comunicativa endereçada ao rosto fica interessante discutir as limitações e consequências que paralisia facial periférica (PFP) causa na vida de um sujeito que sofre com essa afecção.

Em termos orgânicos, a PFP decorre da redução ou interrupção do transporte axonal ao VII nervo craniano resultando em paralisia completa ou parcial da mímica facial. O nervo facial, é frequentemente o mais afetado do corpo humano. Percorre um trajeto ósseo de aproximadamente 35 mm e fica sujeito à ação de processos compressivos e infecciosos de natureza variada que podem interromper seu influxo nervoso, levando ao bloqueio total de suas funções.

Podem ocorrer alterações na fala, mastigação, deglutição, gustação, salivação e lacrimejamento, hiperacusia e hipoestesia no canal auditivo externo. Esteticamente, a desarmonia entre a mímica facial e a fala é constrangedora, não só para os sujeitos acometidos como para aqueles que os cercam. Portanto, esse acometimento causa distúrbios funcionais e estéticos importantes para o indivíduo.

A deformidade facial e os movimentos involuntários e indesejáveis, comuns após o estabelecimento das sequelas, mais do que prejudicar a estética e a funcionalidade, podem interferir significativamente na comunicação interpessoal. Tal condição limita a expressividade do indivíduo, acarretando uma variedade de problemas psicossociais, como depressão, ansiedade, rejeição e paranóia.

Na reabilitação dos casos de PFP, tradicionalmente, o fonoaudiólogo desenvolve um trabalho focado no sistema estomatognático, a partir da investigação dos prejuízos causados na musculatura facial pela lesão do nervo facial. Nessa abordagem avalia as funções relacionadas a essa musculatura, intervindo com o objetivo de promover a recuperação dos aspectos funcional e estético. Contudo, é desejável que os aspectos psíquico e social associados a esse quadro clínico não sejam negligenciados.

Feitas essas considerações observa-se, em síntese, que dificuldades em usar a mímica facial, além das alterações na fala, causam sofrimento ao indivíduo; provocando, muitas vezes, distúrbios físicos, psíquicos e sociais associa­dos


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